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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Kenaz - A Tocha

                               A Tocha 







E a Luz se fez!
Luz : sabedoria - ato da criação
Amor - Conhecimento - Verdade
Luz é energia cósmica, símbolo do espírito.
Ao chegar, revela, derruba os véus, abre caminhos e cura.


Quando se busca a consciência de si mesmo, iluminar a própria sombra torna-se fundamental na jornada da evolução.


Kenaz é a Runa da Iluminação em todos os sentidos; é fogo que arde, traz clareza a qualquer questão, revigora, aquece, brilha e regenera.
A partir do momento em que o ser humano conseguiu ter domínio sobre o fogo, abriu-se um novo mundo como que uma mola propulsora de seu desenvolvimento no planeta.


Na antiguidade, tochas eram acesas circundando as aldeias, como forma de proteção contra os inimigos e animais selvagens, e era em torno de uma fogueira que o conhecimento era transmitido para a tribo e, assim, a história daquele povo podia ser preservada; portanto, esta runa traz consigo esta energia.


O chefe espiritual iniciado nos mistérios, com sua luz, guia o buscador ao longo do caminho da floresta.


A tocha é símbolo de liderança, mas
também é a chama que mora no coração


Vontade - Sabedoria - Amor,
podemos relaciona-la à Chama Trina,
que se irradia a partir do peito,
podendo transformar-se num pilar de Luz
quando expandida.


É a centelha do querer e do criar,
do que podemos chamar de
"Milagre da Criação",
e que está ao alcance de todos nós.





"A tocha é chama viva,
pálida e brilhante,
arde mais onde
o povo nobre habita"
poema anglo saxão

Raidho, Raido, a Roda do Carro, a Jornada



                     A Roda do Carro






Raidho, Raido, A Roda do Carro, a Jornada


  Assim como para  as populações nômades chegava a época em que precisavam preparar sua bagagem, descartar o que se tornara inútil e seguir por novas paragens, há pelo menos um momento em cada ciclo de nove anos em nossas vidas que necessitamos seguir jornada adiante.
As grandes mudanças se iniciam internamente ao provocarem o desejo de ir ao encontro do novo, além da superação de obstáculos do passado.
Esse desejo genuíno pode morar no seio do peregrino, do andarilho, do viajante.
Raidho traz progresso, fala de viagens, mudança de moradia, país e, atualmente, pode ser também interpretada nos casos de navegação virtual.



Raidho é uma runa rápida, pede movimento como correr, dançar, utilizar transportes - cavalo, carro, bicicleta, avião -, afinal, ela faz referência à roda, a roda do carro que, ao ser descoberta, proporcionou um salto ao desenvolvimento da humanidade. 
Mas também, por vezes surge quando é chegada a hora da ¨Grande Viagem¨, se observarmos as rodas dos carros funerários vikings.



                                               Oseberg, encontrado na Noruega

                                                 834 DC



"Cavalgar parece fácil a qualquer guerreiro
enquanto estiver no saguão e muito corajoso é
aquele que atravessa as grandes estradas no dorso
de um cavalo robusto."
poema anglo saxão

Ansuz - Oss - Os -Boca



                             A Boca de Odin





Ansuz, Os - A Boca - 
a palavra, a sabedoria que brota.
Runa que tem relação direta com Odin.






É sobre a sabedoria alcançada pelo Grande Xamã, Mestre,  Odin que me refiro. 
Ansuz é o contato do ser com o mestre espiritual, é o  saber; cursos, estudos e entrevistas são por ele ativados, rege o entendimento de lições, de situações, muito mais do ouvir do que do falar; a  conexão com o conhecimento interno, por vezes ancestral, ou mesmo com existências anteriores.
Deve-se, porém, estar atento aos sinais do universo, às coincidências do dia a dia , às mensagens encontradas nos livros, aos conselhos dos amigos ao pé do ouvido,  aos símbolos enviados por meio dos sonhos... pois qualquer um desses indícios  pode revelar a voz dos deuses a nos orientar durante a jornada da vida. 


"A boca é a origem de todo discurso,
contém sabedoria,
traz conforto ao sábio e abençoa a todos"
poema anglo saxão

Thurisaz - Thorn - Espinho/Gigante


O Espinho








Thurisaz / Thorn, Gigante

Runa - que inicia com a letra - qui,
"gigante", em nórdico antigo.
 Os gigantes do gelo eram algozes, inimigos dos homens e dos deuses.


Uma forma de proteção é recorrer  ao deus Thor e seu Martelo Mijöllinir que, em várias passagens das Eddas, vence os gigantes do gelo com sua força, portanto sabemos que as dificuldades poderão ser quebradas.


Em islandês, "espinho".  
Os espinhos do caminho -
uma advertência que conduz a uma proteção.
Hora de tomar todo cuidado,
pensar antes de falar, antes de agir,
melhor observar, examinar, investigar.
Essa runa é como um alerta; 
aparece quando  surgem problemas
por vezes relacionados a papéis, documentos, questões judiciais ou mesmo emoções
como medo, ciúme, inveja.
Ela vem como um aviso na jornada. 
Os pequenos detalhes - como espinhos -
são imperceptíveis num primeiro olhar,
por essa razão, é preferível analisar bem antes de tomar qualquer decisão.

Thurisaz perturba o sono, e pode sugerir problemas de saúde como pressão alta, dores nas articulações, muitas vezes oriúndos do excesso de rigidez emocional e mental.




" O espinho é extremamente afiado,
algo muito ruim para qualquer cavaleiro tocar,
notavelmente rigoroso com tudo que se senta
em torno dele"
poema anglo saxão

Uruz - Ur- touro selvagem


                               O Auroque




A responsabilidade em assumir a própria vida.


A força em enfrentar erros e acertos da vida, vencer os fracos e as próprias fraquezas - pura lei da sobrevivência.
 Saber que não há vítima nem algoz, mas, sim o enfrentamento diante das consequências de colher os frutos plantados e a coragem para saber que  a responsbilidade é inteiramente de quem as plantou.

Runa relacionada ao masculino, aos rituais de passagem tribais, configura o momento final do rito; ao alcançar a maturidade, o jovem poderia ser cosiderado pronto para a vida adulta, portanto, esta runa, ao surgir numa mandala, sugere poder, saúde, virilidade e força!  

  

"O boi selvagem é destemido e de altos chifres,
um feroz lutador que palmeia as charnecas"
poema anglo saxão.

Fehu - Feoh - O Gado


A Riqueza 





Tudo aquilo que se deseja manifestar principia no coração; a tarefa diária feita com amor pode ser trabalhosa, pois exige rotina e dedicação integral, mas se por traz dela houver um sonho verdadeiro, valerá a pena abraçá-lo e dar o primeiro passo.


Como um pastor que cuida de seu rebanho com carinho e empenho, consciente de que é preciso despender energia de sol a sol para concretizar algo, assim também é com tudo - amor, carreira, prosperidade...




Fehu (ou Feoh) é a primeira Runa do alfabeto de Futhark, e simboliza o gado, portanto, riqueza.
Na antiguidade, a cabeça de gado chegou a ser utilizada como moeda vigente, e hoje em dia ainda se pode dizer que é seguro investir nisso, pois multiplicam-se rapidamente, embora isso exija cuidado constante.


Fehu alerta-nos que é preciso manter o coração e a mente vibrando em sintonia com o que se deseja conquistar - afinal, tudo em que concentramos atenção acaba por materializar-se.


Também é a runa da conquista afetiva e, também, promete segurança nos relacionamentos, desde que se esteja disposto a manter o compromisso depois de concretizado.



"A riqueza é consolo para todos,
mas há de partilhá-la aquele que espera lançar
sua sorte para julgamento perante os deuses"
poema anglo saxão

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sobre conexões

Como musicista, percebo que é preciso conhecimento, técnica e muito estudo para que alguém se torne um  músico de verdade, quando isso se dá e o instrumentista se apropria de tal universo - se é que isso seja possível- chega o momento do mergulho do músico em sua música, isso o conecta com a própria alma e ele passa a dar o seu tom, e então, o músico e sua música passam a ser um só.
Refletindo sobre isso ao tocar, relaciono essa conexão com quase todas as coisas, especialmente as do universo espiritual. Penso sempre em energias, podemos ter nascido na África, Europa, Brasil, e, portanto, temos uma comunhão com as forças energéticas daquele lugar, fazemos parte da mesma egrégora, mas, no que se refere ao espírito, há uma outra afinidade, talvez até mais verdadeira, já que vem do coração, mas, ao mesmo tempo, não podemos negar a força da terra em que nascemos e nossa união com ela e sua história e há ainda uma terceira conexão, a herança anscestral, de sangue, de família,e é como se esses tres princípios caminhassem juntos e em espiral, ora estreitamente unidos, ora definidos, cada qual com sua egrégora.
Partindo desse princípio, atrevo-me a relacionar divindades, não pensando em sincretismo, que nos remete ao ecletismo, mas à fonte, a fonte energética daquela divindade, aí sim, entendo e me conecto.
Não falo do que não conheço nem do que não sinto, portanto, para mim, pessoalmente, consigo relacionar plenamente, por exemplo, Odin, meu grande mestre espiritual das runas, pois é com ele que converso, na mesma frequência de Ossoxi, meu pai nesta vida, divindade das matas e conhecimento, do panteão indígena, portanto da terra onde nasci, assim como Odin, Xamã e pai do conhecimento.
Há também um carinho especial com o celtismo, meu pai nascido em uma pequena aldeia de Portugal,me legou a música e a alma celta. São as minhas conexões.