segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Magia



Acredito que fazer magia, nada mais é do que saber manipular a energia, que pode ser:

cósmica, telúrica, eólica, ígnea ou aquática, tanto faz , desde que seja utilizado o poder que brota da verdade da alma.



Ao invocarmos os poderes elementais, estamos nos unindo à sua força que, direcionada para um propósito único, materializará desejos justos e divinos.


Partindo do coração, palavras transformam-se em gestos e gestos em certezas de que a manifestação se dará. A seguir, descrevo um ritual para o encontro com a unidade divina, princípio necessário para a realização de qualquer desejo.


O ideal é estar num local da natureza. Mesmo em centros urbanos, sempre procuro uma praça para esta conexão; importante é riscar um círculo, com giz, ou mesmo com uma varinha, atame ou com o próprio dedo. Esse círculo será como uma mandala que concentrará o trabalho. Palavras são ditas para que o espaço se torne protegido por todos os lados, em cima, embaixo, à direita, à esquerda, na frente e atrás.


A limpeza desse espaço mágico, pode ser feita com ramos de arruda , alfazema ou água salgada espargida por toda parte.


Inicia-se, então, a conexão: ao sentar no centro do círculo, de olhos fechados, algumas respirações são feitas com a finalidade de equilibrar cada chakra: coronário, terceiro olho, laríngeo, esplênico, genital e básico; cada chakra é limpo, equilibrado e conectado um ao outro; o coronário ao Eu Superior e o básico ao centro da terra.



O foco agora é o coração e seu desejo genuíno.


São invocados os 4 elementos: água, fogo, ar e terra. Costumo colocar um cristal ou vaso de flores no ponto sul, um incenso no ponto leste, uma vela ao norte e um cálice com água no ponto oeste. Enquanto ativo cada elemento, faço orações relacionadas àquela egrégora.


Feito isso, escrevo o pedido a lapis (saibam que o grafite é condutor de energia) numa folha branca ou casca de árvore e a leio por 4 vezes, em voz alta, dirigindo-me a cada direção.Inscrevo símbolos rúnicos no centro do círculo. Entrego o pedido aos deuses , amarrando o papelzinho num galho, enterrando-o, queimando-o ou lançando-o em água corrente e já agradeço porque sei que serei atendida conforme as minhas necessidades.


Sendo assim, espero um pouco e presto atenção aos avisos do universo, que podem ser uma resposta em forma de canto de um pássaro, o voar de uma borboleta ou mesmo o sol, saindo por detrás de uma nuvem.


Esta simples magia está ao alcance de qualquer pessoa, desde que ela tenha pureza na intensão.



Paz e Luz





Carmo