sábado, 4 de fevereiro de 2017

Wunjo



Após a conquista de bens materiais e de enfrentar com coragem os espinhos diários, os deuses enviam seus sinais nos impulsionando para ir além, superar os medos e encarar a jornada com luz e verdade!

Ao estabelecer a conexão coerente entre a alma e o coração, une-se ser e destino e pode-se festejar o final de uma empreitada!
Hora de enfeitar a mesa com flores e boa comida, muita bebida, cantar e dançar a vontade! 











 Assim é Wunjo, a runa das Glórias e Alegrias!

Arte, festas, beleza e diversão são seus desígnios; sugere leveza e permissão para usufruir dos benesses da vida, com a consciência de que todas as alegrias são efêmeras, porém, importantíssimas para fazerem o coração se abrir e sorrir, elevando a vibração e propiciando o afastamento de energias densas e prejudiciais, ao mesmo tempo que abre portas para o contato com pessoas e momentos tão agradáveis, que nos darão o desejo de prolongar essa experiência e repeti-la muito mais vezes.




Wunjo pode falar de futilidades, flertes, vaidade, exagero nos doces, embebedar-se, mas, também, da alma do artista, que busca beleza através da pintura, do canto, ao tocar um instrumento ou em esculpir, procurando graça e até a divindade na vida.




"A alegria é para aquele que conhece pouca aflição; sem aflição eles terão progressos e bênçãos"

Trecho do poema anglo-saxão que cita a runa wunjo.



sexta-feira, 25 de março de 2016

Raidho, Raido, a Roda do Carro, a Jornada



Raidho, Raido, A Roda do Carro, a Jornada

  Assim como para  as populações nômades chegava a época em que precisavam preparar sua bagagem, descartar o que se tornara inútil e seguir por novas paragens, há pelo menos um momento em cada ciclo de nove anos em nossas vidas que necessitamos seguir jornada adiante.
As grandes mudanças se iniciam internamente ao provocarem o desejo de ir ao encontro do novo, além da superação de obstáculos do passado.
Esse desejo genuíno pode morar no seio do peregrino, do andarilho, do viajante.
Raidho traz progresso, fala de viagens, mudança de moradia, país e, atualmente, pode ser também interpretada nos casos de navegação virtual.


 
Raidho é uma runa rápida, pede movimento como correr, dançar, utilizar transportes - cavalo, carro, bicicleta, avião -, afinal, ela faz referência à roda, a roda do carro que, ao ser descoberta, proporcionou um salto ao desenvolvimento da humanidade. 
Mas também, por vezes surge quando é chegada a hora da ¨Grande Viagem¨, se observarmos as rodas dos carros funerários vikings.


                                               Oseberg, encontrado na Noruega

                                                834 DC

Poema Anglo-Saxão

 ¨Cavalgar parece fácil a qualquer guerreiro enquanto estiver no saguão e muito corajoso é aquele que atravessa as grandes estradas no dorso de um cavalo robusto¨

domingo, 6 de julho de 2014

Ansuz - Oss - Os

 Ansuz, Os - A Boca - 
a palavra, a sabedoria que brota.
Runa que tem relação direta com Odin.
Este trecho do Hávamál pode ser bastante útil para sua interpretação:


"138 - Eu sei que eu pendi
numa árvore balançada pelo vento
por nove noites e nove dias inteiros,
ferido por uma lança´
e dedicado a Odin,
eu mesmo a mim mesmo´
naquela árvore que não sei
de onde as raizes vem.
139 - Eles não me consagraram com pão
nem com qualquer chifre,
eu contemplei lá embaixo,
eu peguei as runas,
gritando eu as peguei
e de lá eu caí.
140 - Nove poderosas canções
eu aprendi do famoso filho
de Bolthor, o pai de Bestla´
eu também bebi
do precioso hidromel,
servido por Odrerir
141 - Então eu comecei a entender
e fiquei sábio
e crescí e prosperei muito bem,
minhas palavras a partir de palavras
e palavras encontrei,
minhas proezas a partir de proezas
e proezas enconrei
142 - Runas você pode encontrar
e letras auxiliadoras,
letras muito poderosas,
letras muito fortes,
as quais o sábio poderoso pintou
e os deuses fizeram
e que Hroptr dos deuses gravou..."
(tradução de Salvador González, José)



É sobre a sabedoria alcançada pelo Grande Xamã, Mestre,  Odin que me refiro. 
Ansuz é o contato do ser com o mestre espiritual, é o  saber; cursos, estudos e entrevistas são por ele ativados, rege o entendimento de lições, de situações, muito mais do ouvir do que do falar; a  conexão com o conhecimento interno, por vezes ancestral, ou mesmo com existências anteriores.
Deve-se, porém, estar atento aos sinais do universo, às coincidências do dia a dia , às mensagens encontradas nos livros, aos conselhos dos amigos ao pé do ouvido,  aos símbolos enviados por meio dos sonhos... pois qualquer um desses indícios  pode revelar a voz dos deuses a nos orientar durante a jornada da vida. 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Thurisaz - Thorn

 



Thurisaz / Thorn, em islandês, "espinho".  
Os espinhos do caminho -
uma advertência que conduz a uma proteção.
Hora de tomar todo cuidado,
pensar antes de falar, antes de agir,
melhor observar, examinar, investigar.
Essa runa é como um alerta; 
aparece quando  surgem problemas
por vezes relacionados a papéis, documentos, questões judiciais ou mesmo emoções
como medo, ciúme, inveja.
Ela vem como um aviso na jornada. 
Os pequenos detalhes - como espinhos -
são imperceptíveis num primeiro olhar,
por essa razão, é preferível analisar bem antes de tomar qualquer decisão.

Thurisaz perturba o sono, e pode sugerir problemas de saúde como pressão alta, dores nas articulações, muitas vezes oriúndos do excesso de rigidez emocional e mental.
 Há uma segunda interpretação para  essa runa - que inicia com a letra - qui,
"gigante", em nórdico antigo. Os gigantes do gelo eram algozes, inimigos dos homens e dos deuses.
Uma forma de proteção é recorrer  ao deus Thor e seu Martelo Mijöllinir que, em várias passagens das Eddas, vence os gigantes do gelo com sua força, portanto sabemos que as dificuldades poderão ser quebradas.

"O espinho é extremamente afiado,
algo muito ruim para qualquer cavaleiro tocar,
notavelmente rigoroso com tudo que se senta em torno dele."

("The Anglo Saxon rune poem" ) 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um Grande Sabá - Imboloc, Lughnasadh

Dois de fevereiro / 15 graus de Aquário


Dia de um Grande Sabá - Candelária



No hemisfério norte, esse é um momento que precede o verão, época em que crescem as esperanças para com a chegada da primavera.

É preciso que se faça a limpeza das cinzas do fogo anterior, para que o medo do velho seja retirado, dando espaço à pequena centelha de luz do novo que florescerá: é o Ritual do Fogo da Purificação.

Os Celtas consagram este dia à Deusa Brigt, filha de O Dagda; Deusa do fogo e da terra, dos artesãos, dos ferreiros, da poesia, do coração e do lar. Considerada a Deusa Sol, foi canonizada como Santa Brígida.

Tradicionalmente, os agricultores deixavam que suas lareiras queimassem até o final, quando era acesa a fogueira de Brigt. Era esse o fogo alimentador de cada casa, essa chama que dava início ao calor de cada lar, trazendo aconchego, harmonia e fartura. Nessa festa, era costume plantar uma árvore frutífera em família.








Entre os celtas da Irlanda outro deus  é reverenciado, Lugh - seu nome significa Luz - belo como o Sol - sua festa, Lughnasadh é a comemoração da primeira colheita.  

No Brasil, é Dia de Iemanjá, sereia do mar, Orixá da fertilidade, da materinidade, Grande Mãe. Também, no sincretismo, dia de Nossa Senhora dos Navegantes, responsável pela abundância dos peixes, assim como Iemamjá, que adora flores brancas e perfume.

Odoiá, Iemanjá!

Carmo




terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Solstício de Verão, 00:00 graus de Capricórnio

 Neste Solstício de Verão, fiz um ritual dedicado à Saúde, Prosperidade e Sabedoria.

 Segue, a pedidos, uma breve descrição do rito, que está relacionado ao meu caminho espiritual; portanto, não é uma receita pronta, no entanto pode servir de inspiração.

Faço sempre um ponto riscado, ou seja, um desenho geométrico, um gráfico radiestésico, um traçado que identifique a Divindade que será invocada.

 Neste caso, utilizei um gráfico pessoal de proteção; fiz uso da pemba( pode ser substituída por giz) para riscar o ponto, que foi circundado por um círculo, pois a intenção era agregação; quando se deseja expansão, o ponto será desenhado sem o círculo.

Escolhi, então, as velas de acordo com as cores relacionadas às Divindades que seriam invocadas no ritual  e firmei cada uma delas nas extremidades do gráfico riscado no chão.

 Já conectada às Divindades, pedi licença e entrei no círculo, e risquei um segundo círculo no centro, utilizei a mesma pemba que era consagrada a uma Divindade específica.

Desenhei as Runas conforme minha intuição me trazia; como era um ritual de pedidos e Dia do Solstício de Verão, usei Runas de força, prosperidade, saúde e superação.

No centro, a vela branca para a Divindade que abençoaria o ritual e, também, juntei os quatro elementos, um copo de cristal com água da fonte, incenso de rosas, ervas secas - nesse caso, usei louro, e um cristal já programado para esse propósito.

Para completar, arrumei minhas runas de trabalho em torno do segundo círculo para que a energia delas  protegesse e fortalecesse a magia riscada.

Risquei outras Runas complementares no círculo maior e coloquei oferendas em cada quadrante, a saber, ervas frescas, como arruda, guiné e alecrim, doces, frutas e flores.

Invoquei as Divindades, acendi as velas, o incenso, entreguei meus pedidos, escritos à lápis, deixei o papel sob o cristal e entrei no círculo central.

* Esse momento é muito forte. Ali dentro, é possível sentir a energia vibrar por todo corpo - é hora da grande ligação com a Força Matriz Divina; é hora de permitir que o rito se cumpra.

Os participantes fizeram o mesmo.

Ao final, invoquei o Guardião desse trabalho para que ali permanecesse , protegendo-o, até que as velas e o incenso terminassem de queimar.

Agradeci aos meus Mentores e Divindades ali presentes.

Que os Deuses abençoem nosso caminho.



Carmo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sobre conexões

Como musicista, percebo que é preciso conhecimento, técnica e muito estudo para que alguém se torne um  músico de verdade, quando isso se dá e o instrumentista se apropria de tal universo - se é que isso seja possível- chega o momento do mergulho do músico em sua música, isso o conecta com a própria alma e ele passa a dar o seu tom, e então, o músico e sua música passam a ser um só.
Refletindo sobre isso ao tocar, relaciono essa conexão com quase todas as coisas, especialmente as do universo espiritual. Penso sempre em energias, podemos ter nascido na África, Europa, Brasil, e, portanto, temos uma comunhão com as forças energéticas daquele lugar, fazemos parte da mesma egrégora, mas, no que se refere ao espírito, há uma outra afinidade, talvez até mais verdadeira, já que vem do coração, mas, ao mesmo tempo, não podemos negar a força da terra em que nascemos e nossa união com ela e sua história e há ainda uma terceira conexão, a herança anscestral, de sangue, de família,e é como se esses tres princípios caminhassem juntos e em espiral, ora estreitamente unidos, ora definidos, cada qual com sua egrégora.
Partindo desse princípio, atrevo-me a relacionar divindades, não pensando em sincretismo, que nos remete ao ecletismo, mas à fonte, a fonte energética daquela divindade, aí sim, entendo e me conecto.
Não falo do que não conheço nem do que não sinto, portanto, para mim, pessoalmente, consigo relacionar plenamente, por exemplo, Odin, meu grande mestre espiritual das runas, pois é com ele que converso, na mesma frequência de Ossoxi, meu pai nesta vida, divindade das matas e conhecimento, do panteão indígena, portanto da terra onde nasci, assim como Odin, Xamã e pai do conhecimento.
Há também um carinho especial com o celtismo, meu pai nascido em uma pequena aldeia de Portugal,me legou a música e a alma celta. São as minhas conexões.