quinta-feira, 30 de abril de 2009

Beltane

30 de abril-15:00 graus de Touro, festeja-se Beltane.




Chegada do consorte da Deusa; juntos, fertilizam os campos, num ato de amor.

O Costume era que os casais os imitassem, para o crescimento da tribo e fertilidade da terra.
Cernnunos é o Deus dos animais, das florestas, Deus da riqueza, da vida e da morte.

Chamado de Deus Cornífero Celta, sua representação no caldeirão de Gundestrupp (figura abaixo, a mais antiga peça arqueológica celta) assemelha-se à imagem de Shiva, proveniente de Mohejo Daro, Índia; com seus chifres, rodeado pelos animais, sugere ser o pai da criação.





Quanto à Deusa, não é a mãe que o momento exige, mas sua outra face, a virgem é quem vai se unir ao Deus.


A jovem sacerdotiza recebe a semente do Deus Cornífero, num casamento divino, consagram a festa da criação.


Por esta razão, muitos casamentos são realizados em maio, que ficou conhecido como o mês das noivas.


Celebra-se com a dança do Pau de Fitas, ou Mastro de Maio, que


traz a simbologia da união do masculino e feminino, a harmonia entre ambos, num equilíbreo perfeito.


O sol, no hemisfério norte, está mais forte e o Deus Sol Celta é homenageado; Beltane é a festa ao Deus Bel ou Belenus, que representa o fogo do fogo, Deus da vida, verdade, guerra, inspiração e música, afasta as doenças, trazendo energia de cura.


A data tambám marca outros acontecimentos importantes, como a chegada dos primeiros deuses da Irlanda, a Raça de Partholon, que pisa em solo irlandês em primeiro de maio.

Seu lider, Bilé, traz consigo 24 homens e 24 mulheres. Bilé é o Deus da Morte, das Sombras, do Hades, Pai dos Deuses na tradição gaélica, portanto esta data, também é sagrada a Bilé.

Bel, Belenus, Bilé, há semelhança entre os nomes, me atrevo a pensar que, o Deus Sol e o Deus das Sombras, podem ser as duas faces de um mesmo deus, se analizarmos a natureza tríplice de toda cosmogonia celta.
Por aquí o sol está mais fraco, se optarmos por respeitar a roda do sol, a comemoração é Sahmmain; particularmente, acho difícil; 31 de outubro, já faz parte do inconsciente coletivo como
véspera de Todos dos Santos, antevéspera de dia dos mortos, bem
mais próxima da energia de Sahmmain, que Beltane.
Prefiro então, celebrar o amor, o equilíbreo da masculino e feminino; a lua que cresce, para plantar boas sementes e até aproveitar os portais abertos do Sahmmain para conversar mais de perto com os deuses, meus guias, meus mestres, fazendo oferendas e já agradecendo os meus o pedidos que serão ouvidos e certamente atendidos.

Vida longa aos Celtas!

Carmo Tavares